Família de brasileira em coma vegetativo
há sete meses pede ajuda para repatriá-la. Participe do grupo no Facebook!

Elizabeth e o marido, com as filhas Fernanda e Cristina.
A família da brasileira Elizabeth Machado tem feito um apelo às autoridades brasileiras e à qualquer pessoa que possa ajudá-los em uma triste situação: Elizabeth, uma brasileira de 42 anos e com nacionalidade italiana, teve um ataque cardíaco em Novembro de 2010 e sofreu danos cerebrais devido a falta de oxigênio.
Desde então, ela foi hospitalizada, primeiro em Canterbury e agora em Faversham, em um estado de coma vegetativo. Ela respira de forma independente e tem um tubo de alimentação em seu estômago.Devido ao estado estável, sua família quer levá-la ao Brasil para poder cuidar melhor dela. No entanto, os custos são altos e a logística complicada.
Quem é Elizabeth?
Elizabeth, 42, chegou ao Reino Unido em 2006. Apesar de ser uma professora de escola primária no Brasil, ela foi capaz de ganhar muito mais como uma diarista na Inglaterra. Trabalhar como diarista permitiu-a realizar seu sonho: suas filhas, Fernanda e Cristina, fizeram uma universidade, já que ela queria que suas filhas tivessem uma vida diferente da dela.
Seu sacrifício trouxe sucesso: Fernanda, 22 anos, é uma veterinária e Cristina, 24, uma enfermeira. Elizabeth planejava retornar à sua casa, em Quirinópolis, uma pequena cidade no coração do país produtor de gado e produtos agrícolas, no final de 2011.
Cristina tinha acabado de ganhar uma bolsa de estudos para se especializar no controle de Doenças infecciosas quando sua mãe entrou em colapso. Segundo Cristina, é provável que um dos principais fatores que contribuiram para que Elizabeth tivesse um infarto, foi o stress: ela trabalhava muito (cerca de 12 horas por dia, de segunda a sábado), não tinha horarios para se alimentar.
"Além disso, o ano de 2010 foi um ano com muitos acontecimentos para toda a minha familia. Minha irmã (filha mais nova) engravidou no último ano de faculdade (foi uma surpresa para toda a minha familia) e foi uma gravidez de risco. Foi minha mãe (sozinha) que deu todo o suporte financeiro e psicológico para a minha irmã. Foi também o ano que conclui a universidade e ela estava feliz por isso, feliz por ter um neto e trabalhando cada vez mais para poder retornar ao Brasil no final de 2011", conta a filha Cristina.
Inclusive foi Cristina quem largou a bolsa de estudos da especialização para vir para o Reino Unido para cuidar de sua mãe e unir-se ao seu pai e família: ela mora com seu pai (marido de Elizabeth, que não fala Inglês), sua tia (irmã de Elizabeth) e tio, e dois primos. Aliás, mais tios e primos vivem, trabalham e estudam em Canterbury.

Fernanda, a filha mais nova de Elizabeth, como é mãe de um bebê, permaneceu no Brasil, mesmo visitando a mãe, com a mãe de Elizabeth.
O futuro incerto de Elizabeth
A família de Elizabeth está fazendo todo o possível para cuidar dela, mas hoje eles estão divididos entre dois países: Fernanda com o filho estão no Brasil e Cristina e o pai estão no Reino Unido. Cristina, no entanto, precisa voltar ao país e retomar seus estudos e carreiras, além de ter um noivo no Brasil.
Além disso, como o diagnóstico aponta que Elizabeth está em coma estável e deve ficar em estado vegetativo por um longo tempo, já que é ainda bastante jovem, o melhor para ela é mesmo voltar ao Brasil e continuar a ser tratada em sua própria casa, ao lado da família, como já desejava voltar ao Brasil.
Como nem tudo é tão simples assim, o grande obstáculo para levar Elizabeth ao Brasil, são os custos de traslado. Devido aos seus cuidados, e as complexas necessidades de repatriação de Elizabeth, uma emrpesa privada que faz este tipo de serviço orçou em £ 84.000 Libras.
A família, no entanto, não tem recursos para pagar por isso e, por isso, eles estão tentando recorrer às autoridades brasileiras por assistência, inclusive por toda a logística que deverá ser criada para que Elizabeth passe tranquilamente pelo aeroporto e no setor de imigração.
O consulado italiano, inclusive, ofereceu-se para levar Elizabeth de volta para a Itália, mas ela não tem família lá. Quanto ao NHS, apesar do considerável custo de cuidar de Elizabeth no Reino Unido, não tem a flexibilidade de usar os fundos para repatria-la.

Página oficial no facebook
Dada a complicada situação, o Brazilian News conversou com Cristina, filha de Elizabeth:
Brazilian News: Como tem sido o atendimento do NHS?
Cristina: O atendimento pelo NHS é maravilhoso, não temos palavras para agradecer todo cuidado, amor, carinho e dedicação que a equipe tem tido pela minha mãe nesses 9 meses de hospitalização. Apesar de não ser todos da familia que falam inglês, os profissionais da NHS conseguem se comunicar com toda a familia, seja por gestos ou por sorrisos.
Brazilian News: Como foi o contato que vocês tiveram com autoridades brasileiras?
Cristina: Nosso primeiro contato foi com o Consulado Brasileiro em Londres, mas eles não puderam ajudar muito devido às limitaçoes do sistema do consulado, já que eles são apenas intermediários entre a minha familia, o médico da minha mãe e o Itamaraty. Conseguimos falar com a Sr. Selma Lima, responsável pelo caso da minha mãe no Itamaraty, mas por email ela me disse que o Itamaraty não possui o dinheiro para ajudá-la. No entanto, vimos com certo descaso o fato dela não ter sequer ligado para a companhia de ambulância aérea para saber os valores e informaçÕes sobre o processo de repatriação antes de me dar um Não por email.
Brazilian News: O que é necessário para levar sua mãe de volta?
Cristina: Pelas condições de minha mãe, é complicado transportá-la em um vôo normal como uma passageira comum. Os médicos disseram que há a necessidade de acompanhamento médico durante a viagem. Há, portanto, duas possibilidades de transporte:
- A primeira seria por meio de uma ambulância aérea (custaria algo em torno de 84 mil libras),
- A 2ª opção seria em um vôo comercial com maca, que custaria algo em torno de 21 mil libras (mas isso é apenas uma estimativa pois so poderá ser confirmado este valor depois que o voo for reservado). Este voo comercial não pode ser confirmado ainda pois o médico responsável precisa autorizar e verificar as condições da minha mãe para este tipo de viagem. Por isso, não há muita certeza sobre essa possibilidade.
Como as pessoas podem ajudar?
Por enquanto, a família está juntando o maior número de pessoas no grupo do Facebook e blog, para divulgar o caso para que ele chegue até as autoridades brasileiras que podem ajudar. Inclusive, estes grupos tem ajduado a promover eventos para arrecadar dinheiro para o traslado também.
Existe ainda uma ONG interessada em nos ajudar com a despesa para repatriação, que é a Aero-Medical Repatriation Charity. Eles arrecadam dinheiro para fazer estes traslados. Mas a página ainda não está pronta.
Para ajudar:
- http://www.facebook.com/groups/helpelizabethgobacktobrazil - grupo do facebook
- http://helpelizabethgobacktobrazil.wordpress.com/ - blog
- http://www.mediaviation-arc.org/index.html charity
Email para entrar em contato: helpelizabethmachado@gmail.com
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