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Reino Unido reforça presença militar nas ilhas Malvinas

Submarino se junta a caças e fragata para defender arquipélago; EUA pedem diálogo com Argentina


O ministério da Defesa do Reino Unido anunciou na quarta-feira, 24, o envio de um submarino para aumentar a capacidade de defesa nas ilhas Malvinas (Falklands), em meio a uma tensão diplomática com a Argentina devido ao início da exploração de petróleo na região.

De acordo com o jornal The Times, o submarino ainda não chegou ao arquipélago. A fragata britânica HMS York vai permanecer nas águas do arquipélago, segundo confirmou o Ministério de Defesa, em Londres. A defesa aérea das ilhas foi reforçada no ano passado com a chegada de quatro caças Typhoon, destaca o jornal.

Segundo fontes britânicas, o primeiro-ministro, Gordon Brown, e o Ministro de Exteriores, David Miliband, vão esperar a manifestação da ONU, para onde o governo argentino levou a disputa, antes de entrar em contato com Buenos Aires.

Fontes diplomáticas britânicas disseram ao The Times que a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, está forçando o conflito por razões de política interna. "É sobretudo uma campanha de relações públicas, não um esforço legal ou diplomático sério", disse uma das fontes ao periódico.

O The Times informa ainda que entre os habitantes das Malvinas há uma sensação de "decepção" pela nova disputa em torno da soberania e pelo início da prospecção petrolífera em águas do arquipélago. "Reina a impressão de que (o governo argentino) está nos utilizando, como fez várias vezes antes. Quando um governo atravessa dificuldades, tende a desviar a atenção ao tema das Malvinas, que acredita que pode unir o povo", disse ao periódico Jan Cheek, membro da Assembleia Legislativa das ilhas.

Diplomacia
O governo dos EUA pediu calma à Argentina e ao Reino Unido e solicitou que ambas as partes resolvam pelo "diálogo de boa fé" o impasse envolvendo a soberania sobre as Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos, segundo informou quarta-feira, 24, a edição online do jornal argentino Clarín.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, P.J. Crowley, disse que a diplomacia dos EUA é neutra sobre a questão da soberania, mas reconhece o governo do Reino Unido sobre o arquipélago. Britânicos e argentinos também discutem sobre a possibilidade da exploração de petróleo nas Malvinas, onde acredita-se haver cerca de 18 bilhões de barris do hidrocarboneto.

Crowley assim resumiu a posição do governo de Barack Obama sobre o impasse. "Somos conscientes do tema e de sua história. Creio que somos neutros a respeito da soberania. E, sim, reconhecemos o governo britânico nas ilhas. Mas alertamos que nesses casos, como em outras áreas onde há disputas, a solução deve ser atingida por meio de um diálogo entre os dois países", disse o porta-voz quando questionado se os EUA temiam que a questão poderia gerar conflitos entre Londres e Buenos Aires.

O representante do Departamento de Estado disse ainda que há a possibilidade de os EUA serem os mediadores da questão. "Geralmente, o primeiro passo em uma arbitragem é que os dois países peçam a uma terceira nação que seja o mediador. Se tivermos um pedido desse tipo de ambas as partes, poderemos considerá-lo", explicou Crowley depois de um jornalista perguntar se o governo americano poderia assumir algum papel na disputa.

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