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Mundial de Atletismo começou sexta-feira e mulheres brilham

Fabiana Murer conquista ouro no salto com vara, a primeira medalha brasileira feminina em um Mundial de Atletismo!


Fabiana comemora conquista brasileira no estádio da cidade sul-coreana de Daegu. Jung Yeon-Je/France Presse

O mundial de Atletismo começou na sexta-feira, 26 e está sendo disputado até domingo, 4 de setembro, em Daegu, Coréia do Sul. Para o torcedor brasileiro, assistir ao campeonato é focar-se principalmente nas conquistas – e derrotas – das atletas femininas.

Isto porque se, nas 12 primeiras edições do Mundial de atletismo, todas as dez medalhas do Brasil foram conquistadas por homens --cinco de prata e as outras cinco de bronze, desta vez o cenário mudou: são nossas atletas femininas que estão disputando (e já vencendo) para pódio.

Ouro para Fabiana Murer

A primeira medalha brasileira veio com Fabiana Murer, na terça-feira, 30, na modalidade de salto com vara. A atleta de 30 anos ficou em primeiro lugar depois de ultrapassar o sarrafo com a marca de 4,85 m.

O resultado é inédito na história do país na competição. Até o momento, todas as medalhas conquistadas pelo Brasil em um Mundial de Atletismo foram masculinas e nenhuma era de ouro - cinco de prata e as outras cinco de bronze. Mas Fabiana Murer conseguiu quebrar a hegemonia masculina.

Em segundo lugar, ficou a alemã Martina Strutz, e o bronze ficou com a russa Svetlana Feofanova, com 4,75 m.

Favorita para conquistar a medalha de ouro, a russa Ielena Isinbaieva não conseguiu passar o sarrafo com 4,80 m e ficou fora do pódio. Ela conseguiu saltar apenas 4,65 m e errou ao tentar 4,75 m e 4,80 m.

Para conquistar a medalha de ouro, Fabiana Murer fez o primeiro salto com o sarrafo a 4,55 m. Depois, a atleta saltou a 4,65 m. A brasileira teve uma estratégia ousada e não quis saltar 4,70 m pulando direto para 4,75 m. Ela conseguiu ultrapassar as três marcas no primeiro salto.

Logo depois, tentou 4,80 m, mas não obteve êxito no primeiro salto. No segundo, a atleta conseguiu ultrapassar o sarrafo. Na sequência, ultrapassou a marca de 4,85 m no primeiro salto e passou a liderar a prova. Com a medalha de ouro garantida, Fabiana Murer tentou saltar 4,90 e 4,92 m, mas não conseguiu superar o sarrafo. Mesmo assim, garantiu a alegria da torcida brasileira.


Maurren Maggi não chega entre 8 melhores. Max Rosi/Reuters

Derrota de Maurren

No domingo a noite, outra brasileira com chance de subir no lugar mais alto do pódio era Maurren Maggi. Tendo avançado a final com a melhor marca, a brasileira terminou só na 11ª colocação no salto em distância.

Ela chegou a final queimando suas duas primeiras tentativas e, por isso, entrou pressionada para seu terceiro salto. Isso porque o último salto lhe garantiria ficar entre as 8 melhores e brigar por uma medalha.

Mas, infelizmente, Maggi não conseguiu ultrapassar a marca de 6,44m da turca Karin Mey Mellis, atingindo apenas 6,17 (mesmo tendo conseguido saltar 6,55 m e 6,86 m no dia anterior).

A atleta de 35 anos saiu da prova com os olhos marejados. "Não tem explicação. Não tem nem o que falar", foram suas primeiras palavras aos jornalistas.

Agora, Maurren Maggi, que já foi campeã olímpica de salto em distância mas nunca conquistou o título no mundial, vai se dedicar ao Pan-Americano de Guadalajara, em outubro, competição na qual ela busca o tri campeonato.

Outros brasileiros

No domingo ainda, o brasileiro Luiz Alberto Cardoso de Araújo conquistou um modesto 16ª colocação na disputa do decatlo. Na segunda-feira, o brasileiro Fábio Gomes da Silva ficou em oitavo lugar na final do salto com vara no Mundial de atletismo, em Daegu, na Coreia do Sul. Mas nenhuma outra medalha foi conquistada.

As esperanças agora para o Mundial são os revezamentos femininos 4 x 100 m e 4 x 400 m. Entre os homens, o revezamento 4 x 100 m é apontado com maior chance de subir ao pódio. O Brasil já conquistou duas medalhas em Mundiais nesta prova.

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