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Argentina quer controlar embarcações para as Malvinas


Parece que a comunicação entre o Cristina Kirchner e Gordon Brown tem se tornado difíceis quando o assunto é Ilhas Malvinas

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, assinou, na terça-feira, 16, um decreto determinando que todos os barcos que transitarem entre o país e as ilhas Malvinas (conhecidas como Falklands pelos britânicos) deverão pedir autorização de Buenos Aires.

Segundo o documento, "todo barco que tente transitar entre portos argentinos continentais e portos das ilhas ou atravessar os espaços marítimos para um porto das ilhas deverá solicitar autorização do governo argentino".

O anúncio do decreto foi feito pelo chefe de gabinete (equivalente a Casa Civil) da Presidência, Aníbal Fernández, e confirmado pela presidente, durante discurso.


Porto Stanley nas Ilhas Malvinas é a menor e mais remota capital do mundo

De acordo com Fernández, o governo decidiu assinar o decreto para "defender os direitos dos argentinos". O ministro disse ainda que será criada uma comissão com a participação de cinco ministérios, entre eles o das Relações Exteriores e da Economia, para implementar o decreto.

Segundo Cristina Kirchner, o país vai "continuar trabalhando incansavelmente pelos nossos direitos nas Ilhas Malvinas, pelos direitos humanos".

A medida foi anunciada num momento de tensão entre a Argentina e o Reino Unido causada após o governo britânico ter autorizado, no início do mês, o início da exploração de petróleo na região, que deve começar ainda nesta semana.

Disputa
Cristina Kirchner afirmou ainda que a disputa pelas Ilhas está sendo discutida nas Organização das Nações Unidas (ONU). "Existem várias resoluções das Nações Unidas que dizem que nenhuma das partes pode atuar de forma unilateral. Mas estas recomendações foram ignoradas, sistematicamente, pelo Reino Unido, que se nega a negociar", afirmou.

De acordo com a presidente, a disputa pelas Malvinas foi "algo caro" para a história argentina.


Localização é mais próxima à Argentina

Argentina e Reino Unido entraram em conflito em 1982 na chamada "Guerra das Malvinas". Apesar da derrota das tropas argentinas, o governo mantém uma reivindicação pela soberania das ilhas na ONU.

As Nações Unidas, por sua vez, recomendam que os dois governos retomem a negociação pela soberania das ilhas e aconselha ainda que nenhum dos dois países realize modificações unilaterais sobre as Malvinas.

Na semana passada, o governo argentino anunciou que voltará a reclamar junto à ONU contra o Reino Unido, após a divulgação da instalação da plataforma petroleira nas Malvinas.

Em entrevista à edição online do jornal argentino "Clarín", o porta-voz da embaixada britânica na capital argentina, Andres Federman, disse que "o governo britânico não tem nenhuma dúvida sobre sua soberania sobre as Falklands e seu território marítimo e nem sobre a legitimidade do empreendimento da exploração petroleira".

De acordo com o jornal "El Cronista", de Buenos Aires, a estratégia do governo argentino é "dificultar a logística das empresas" que vão operar na exploração petroleira.

A reclamação argentina pela soberania das ilhas tem sido frequente desde que o ex-presidente Nestor Kirchner assumiu o governo, em 2003, e persiste durante a gestão da atual presidente Cristina Kirchner, que chegou ao poder em 2007. (BBC Brasil)

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