Com vice petista, PSB aceita apoio dos tucanos em Belo Horizonte
Rodolfo Torres, de Brasília
rodolfotorrez@yahoo.com.br
A Executiva Nacional do PSB decidiu recomendar ao diretório de Minas Gerais que considere realizar alianças com outras legendas para “fortalecer a candidatura de Márcio Lacerda à prefeitura de Belo Horizonte.” A aliança incluiu o PSDB, partido do governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
“É decisão unânime da nossa Executiva dar todas as condições para que a direção estadual, que tem a nossa confiança, possa prosseguir com mais de 60 dias de diálogo político, para garantir a vitória de Márcio Lacerda”, declarou o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Lacerda é secretário do governo Aécio, e conta com o apoio do tucano no pleito municipal. O candidato a vice na chapa encabeçada por Lacerda será o deputado estadual petista Roberto Carvalho.
Sem desconsiderar o apoio do PT, o PSB nacional avisa ao seu diretório em Minas que “considere essa necessidade de ampliar o arco de alianças, inclusive com o PSDB mineiro, como melhor caminho para assegurar o sucesso dessa candidatura.”
Contudo, para as próximas eleições municipais, a direção nacional do PT já avisou que não aceita alianças com os tucanos nas capitais dos estados e em cidades com mais de 200 mil habitantes.
A Executiva Nacional petista anunciou na semana passada “que não autorizará, em nenhuma hipótese, o PT a participar de qualquer coligação da qual faça parte o PSDB naquela capital [Belo Horizonte].”
“O significado do simbolismo de uma aliança PT/PSDB em Belo Horizonte extrapola a dimensão política de um simples acordo municipal. Revela uma aliança explicitada e documento aprovado pelo Encontro Municipal com o governador do Estado de Minas e potencial candidato a Presidente da República, Aécio Neves. Por isto, contraria a posição definida pelo Diretório Nacional para a política de alianças e desrespeita a avaliação política do próprio Diretório Regional de Minas”, afirma a resolução petista.
Por sua vez, o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE) o episódio. Para ele, o partido tem tempo para construir um acordo em relação à disputa eleitoral na capital mineira. "Não tem desespero. Temos até junho", explicou o petista.
Rands destaca que, devido "ao caráter simbólico", o Congresso do PT e o Diretório Nacional do partido vetaram alianças com os tucanos nas capitais e em municípios com mais de 200 mil habitantes.
Por sua vez, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), dispara contra a decisão de Executiva nacional do seu partido. Em nota, ele avalia que a proibição da aliança com o PSDB de Aécio é “politicamente equivocada. “O prefeito Fernando Pimentel considera a decisão politicamente equivocada e estatutariamente não embasada. Atribui a resolução ao profundo desconhecimento da direção nacional do partido em relação à realidade da cidade de Belo Horizonte e do Estado de Minas Gerais. Como militante do partido, o prefeito Fernando Pimentel usará todos os recursos disponíveis para modificá-la, fazendo prevalecer a decisão soberana dos delegados eleitos pelo voto direto da base do partido em Belo Horizonte”, afirma nota do prefeito mineiro.
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