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TURISMO

Um passeio pela cidade de Liverpool
Liverpool é famosa por ser um centro musical e por atrair turistas fãs do estilo vitoriano, do excelente futebol e da vida noturna agitada. Agora está ressurgindo como Capital Européia da Cultura em 2008. O cenário da culinária está melhor do que nunca e apesar do surgimento de diversos bares transados, há diversos pubs característicos – ideais para tomar uma cervejinha local e dar um tempo nas compras e no turismo.

SAÚDE

Síndrome do pânico: prevenção, sintomas e tratamento
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, psicoterapia não é coisa para doido e você não precisa achar que "há pessoas com problemas maiores do que os seus" para se dar o direito de buscar apoio e, acima de tudo, de buscar amparo para se sentir melhor, mais vivo e mais feliz. A partir desta edição, a psicóloga Daniele Tedesco estará respondendo dúvidas dos leitores ou discutindo temas como este da síndrome do pânico
saÚde

Síndrome do pânico: prevenção, sintomas e tratamento

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, psicoterapia não é coisa para doido e você não precisa achar que "há pessoas com problemas maiores do que os seus" para se dar o direito de buscar apoio e, acima de tudo, de buscar amparo para se sentir melhor, mais vivo e mais feliz. A partir desta edição, a psicóloga Daniele Tedesco estará respondendo dúvidas dos leitores ou discutindo temas como este da síndrome do pânico


Daniele Tedesco
Psicóloga
www.psicologadanieletedesco.com
07874 221 671
191C Uxbridge Road, W12 9RA, Londres

Há alguns anos tive a oportunidade de participar de um curso com a renomada psiquiatra mineira Dra. Sofia Bauer sobre como tratar transtornos de ansiedade (principalmente pânico).

Naquela altura fiz o curso acima de tudo por curiosidade e como complemento profissional.

O que eu não imaginava era que, algum tempo mais tarde, já aqui em Londres, os conhecimentos que adquiri naquele curso fossem ser tão importantes.

Digo isso porque fico impressionada com a quantidade de pacientes que têm vindo ao meu consultório com queixa de "ataques/síndrome do pânico".

Muitas vezes esse "diagnóstico" é sugerido por eles mesmos (através das buscas e pesquisas que realizam na internet) e o mais incrível é que, geralmente, de acordo com sua história de vida e pelos sintomas que descrevem, o diagnóstico realmente se confirma, ficando clara a necessidade de tratamento psicoterapêutico.

Para você entender melhor como isso acontece, os ataques de pânico são caracterizados por momentos de medo e desconforto, quando quatro ou mais dos sintomas listados abaixo se desenvolvem instantaneamente e alcançam seu pico em aproximadamente dez minutos:

- Palpitações, coração acelerado
- Sudorese
- Tremores
- Respiração acelerada
- Sensação de desmaio/choque
- Dor no peito/desconforto
- Náusea ou mal estar intestinal
- Sensação de toneteira/instabilidade
- Sensação de desligamento/desconexão de si
- Medo de perder o controle/ficar louco
- Medo de morrer
- Formigamento
- Resfriamento ou rubores (calafrios ou quenturões)

Essa descrição é fornecida pelo cadastro internacional de doenças e caracteriza um quadro de sintomas que se repetem nas pessoas que apresentam ataques de pânico (o tratamento tardio pode levar a "síndrome do pânico", a qual também há cura).

Trabalhamos com esses sintomas como referência para fazer o diagnóstico e também como um termômetro de evolução do tratamento, onde a tendência é amenizar gradualmente até que desapareça por completo.

Porém, o maior segredo do pânico, do sofrimento trazido por ele e do seu tratamento não está no fato de se tratar de uma doença, mas sim na realidade de que todas essas terminologias servem para descrever o que, na verdade, são sensações e alertas sentidos por cada pessoa, cada uma com suas singularidades, para avisar que algo na vida dela não vai bem.

Costumo olhar para estas manifestações (ou "sintomas") não como patologia, mas como sensações aliadas à própria pessoa, que vão nos mostrar no corpo algo que ela não consegue verbalizar em palavras (por não ter suporte emocional ou mesmo por nem ter consciência de que algo vai mal).

Dar-se conta de que aquelas sensações desagradáveis estão acontecendo e querer livrar-se delas já é boa parte do caminho andando para dar início a um tratamento psicoterapêutico e para desvendarmos o quê, afinal, está desencadeando aquele ataque de pânico.

Assim como cada ser humano nunca é igual a outro, o pânico ou qualquer sofrimento que você sinta também não pode ser igual – ele traz a sua própria história, a sua carga genética, as suas sensações únicas e singulars – e é, por isso, que o trabalho de um psicólogo é ouvir o que você tem a dizer sobre o que lhe acontece.

Os sintomas e como ocorrem no cérebro nós sabemos, mas precisamos conhecer como eles aparecem na sua vida e assim poder lhe ajudar a perceber e percorrer novos caminhos. Enquanto isso, o seu cérebro vai conhecendo sensações mais saudáveis e assim você vai melhorando a cada sessão.

A síndrome do pânico é apenas um dos exemplos de tantas outras "síndromes" que existem por aí com nomes "feios", mas que, quando olhadas de perto, dentro de cada pessoa, na verdade são pura e simplesmente aquilo que conhecemos como sofrimento, dor, tristeza, desânimo, falta de força, de coragem, enfim, dificuldades para enfrentar situações que às vezes aparecem, mas que nem sempre conseguimos ultrapassar- e não há nada de errado ou de "anormal" nisso.

O errado é pensar que você dá conta de tudo, que seus problemas são sempre pequenos ou irrelevantes, que ninguém precisa saber deles (nem você mesmo), que você mata tudo no peito, carrega o que for preciso nas costas e que assim está tudo bem e sua vida continua tendo todas as cores, sons e sabores que você realmente gostaria que tivesse.

Se você por acaso se identifica com alguma (ou algumas) dessas linhas talvez seja hora de parar neste exato segundo e dar uma respirada bem profunda e tranqüila.

Se ela estiver difícil, pesada, ou mesmo se você nem conseguir ou nem sentir vontade de respirar, talvez seja hora de confiar em alguém que possa lhe ajudar a descobrir o prazer de respirar novamente, respeitando seu ritmo, seu sofrimento e suas limitações – e lhe mostrando que é possível ser feliz do seu próprio jeito.

CAPA
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